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Medidas de proteção contra choques nas instalações em instalações elétricas de baixa tensão – Parte 4

Esta medida faz parte do grupo de medidas descritas pela NBR 5410, que são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais, para compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral que é o seccionamento automático da alimentação.


Na medida de proteção por isolação dupla a proteção básica é provida por uma isolação básica e a proteção supletiva por uma isolação suplementar. No caso da isolação reforçada as proteções básica e supletiva, simultaneamente, são providas por uma isolação reforçada entre partes vivas e partes acessíveis. Como pode ser visto, no caso desta medida de proteção tanto a proteção básica quanto a proteção supletiva são supridas por isolação, e não há nenhuma ação no circuito elétrico em caso de falta na isolação básica, como no caso do seccionamento automático da alimentação. Neste caso a proteção quando há uma falta na isolação básica é outra isolação, por isto este tipo de medida é conhecida como proteção passiva.


Como a proteção é feita exclusivamente com o uso de isolação e não há nenhuma ação no circuito, também não é necessário o uso do condutor de proteção (fio terra) nestes equipamentos. A NBR 5410 apresenta prescrições relativas às partes condutivas no envoltório ou no interior dos componentes protegidos por isolação dupla ou reforçada e a ligação das partes condutivas em condutores de proteção do circuito.


O invólucro isolante não deve ser atravessado por partes ou elementos condutivos suscetíveis de propagar um potencial. O invólucro isolante não deve possuir parafusos de material isolante cuja substituição por parafusos metálicos possa comprometer o isolamento proporcionado pelo invólucro.


Partes condutivas situadas no interior do invólucro isolante não devem ser ligadas ao condutor de proteção. Caso seja necessária a travessia do invólucro isolante por condutores de proteção integrantes de circuitos destinados a alimentar outros equipamentos, os condutores de proteção em questão e suas conexões devem ser isolados como se fossem partes vivas e, além disso, suas conexões devem ser adequadamente marcadas ou identificadas.


Da mesma forma, partes condutivas acessíveis e partes condutivas intermediárias não devem ser ligadas ao condutor de proteção, salvo se isso for solicitado e instruído nas especificações do equipamento em questão, particularmente por razões que não a proteção contra choques. No entanto, a norma determina que a previsão de que um circuito elétrico se destina a alimentar equipamento(s) protegida por isolação dupla ou reforçada não dispensa a presença de condutor de proteção. Isto porque a medida de caráter geral que é o seccionamento automático da alimentação, portanto toda linha elétrica deve estar apta a alimentar equipamentos protegida por esta medida. Isto fica claro quando se verifica que a norma brasileira de tomadas a NBR 14039 não prevê que sejam fabricadas tomadas sem o condutor de proteção (tomadas de dois pinos) para as tomadas fixas. O plugue sim pode ser fabricado e usado sem o condutor de proteção (plugue de dois pinos) para os casos de equipamentos classe II.


A NBR 5410 determina no item 5.1.2.3.1.2 que a aplicação da medida de isolação dupla ou reforçada como única medida de proteção só é admitida se forem tomadas todas as providências para garantir que eventuais alterações posteriores não venham a colocar em risco a efetividade da medida. Além disso, não se admite, em nenhuma circunstância, a aplicação da isolação dupla ou reforçada como única medida de proteção em linhas que incluam pontos de tomada, pelas razões descritas acima.


A maior aplicação da medida de isolação dupla ou reforçada é para equipamentos portáteis, em especial os eletrodomésticos e eletroprofissionais (furadeiras, lixadeiras, entre outros). Mas também esta medida pode ser aplicada a componente das instalações elétricas, um exemplo disto são os quadros de distribuição, em especial, os usados nas instalações elétricas temporárias, como os canteiros de obra.


Os equipamentos que são providos de isolação dupla ou reforçada na fábrica, isto é garantido pelos ensaios de tipo, devem ser marcados conforme as normas aplicáveis. Estes equipamentos podem ser: equipamentos classe II ou conjuntos com isolação total. Estes conjuntos devem estar de acordo com as normas ABNT NBR IEC 60439-1 partes 1 e 3 e IEC 60439 partes 2, 4 e 5. Esses produtos são identificados pelo símbolo 


Outra aplicação usual da medida de proteção por isolação dupla ou reforçada são as linhas elétricas. Duas são as condições possíveis para atender esta medida: linhas constituídas de cabos uni ou multipolares, dispostos ou não em condutos e, neste caso, independentemente do tipo de conduto; ou dispostas em condutos fechados não-metálicos e sob a condição de que sejam utilizados no mínimo condutores isolados.


Nos próximos artigos serão apresentadas as outras medidas, que juntamente com a isolação dupla ou reforçada, fazem parte das medidas que são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais. Estas medidas são o uso da extrabaixa tensão e a separação elétrica individual.

 

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Fonte: http://www.voltimum.com.br/articles/medidas-de-protecao-contra-choques-nas-instalacoes-em-instalacoes-eletricas-de-baixa-tens-2

Data: 22/12/2016

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