Manual de cálculos para estruturas de fixação de painéis FV – Parte 2

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Manual de cálculos para estruturas de fixação de painéis FV - Parte 2

Dando continuidade ao artigo escrito pela Engenheira mecânica Ana Carolina Quelhas, aqui vai a segunda parte, boa leitura!

Cálculo da pressão de vento – A NBR 6123 determina a pressão dinâmica (q) no item 4.2 e a velocidade característica de vento (Vk) no item 5:

Vk = V0. S1. S2. S3

q = 0.613.Vk2

Os fatores S1, S2 e S3 representam, respectivamente, fator topográfico, rugosidade do terreno e fator estatístico. A velocidade básica do vento (V0) é determinada através da isopleta na figura 1 da NBR 6123 [2], a qual varia de acordo com a região do Brasil.

 

Determinação dos coeficientes de pressão e forma – A seção 8.2 da NBR 6123 estabelece tratamento específico para cálculo da carga de vento em coberturas isoladas a águas planas: “Nas coberturas isoladas, isto é, nas coberturas sobre suportes de reduzidas dimensões, e que por esse motivo não constituem obstáculo significativo ao fluxo de ar, a ação do vento é exercida diretamente sobre as faces superior e inferior da cobertura.” A estrutura isolada deve atender o item 8.2.3 ou o item 8.2.4 ou ainda a tabela 6 da norma. Por sua vez, no item 8.2.3, os coeficientes das tabelas 17 e 18 (aqui reproduzidas como tabelas I e II) aplicam-se quando as seguintes condições são satisfeitas:

– para coberturas a uma água (tabela 17): 0 ≤ tg Ɵ ≤ 0.7 ; h ≥ 0.5 I2; e

– para coberturas a duas águas (tabela 18): 0.07 ≤ tg Ɵ ≤ 0.6 ; h ≥ 0.5 I2.

Onde:

h = altura livre entre o piso e o nível da aresta horizontal mais baixa da cobertura;

I2 = profundidade da cobertura; e

Ɵ = ângulo de inclinação das águas da cobertura.

Tab. I – Coeficiente de pressão em coberturas isoladas a uma água plana (NBR 6123)

Tab. II – Coeficiente de pressão em coberturas isoladas a das águas planas simétricas (NBR 6123)

Se as condições indicadas no item 8.2.3 não puderem ser atendidas, utiliza-se o item 8.2.4 para condições em que “h” seja inferior ao limite apresentado, isto é, cpi = +0.8 para sotavento e cpi = -0.3 para barlavento. 

Caso a estrutura atenda a condição de h/b < 2, deve-se utilizar preferencialmente a tabela 6 da norma (tabela III aqui), que fornece os coeficientes de pressão de acordo com a inclinação do telhado.

Tab. III – Coeficientes de pressão e de forma, externos, para telhados com uma água, em edificações de planta retangular, com h/b ˂ 2 (NBR 6123)

y = h ou 1,15b (tomar o menor dos dois valores)

As superfícies H e L referem-se a todo o respectivo quadrante.

Cabe destacar o conceito de que a carga do vento incide sobre as terças, dissipando-se para as tesouras e para o restante da estrutura sucessivamente. Neste caso, o engenheiro deve ter cuidado na seleção das terças, de forma que elas suportem as cargas de vento.

Combinação das cargas de acordo com a NBR 8800

A NBR 8800 trata dos métodos dos estados-limite:

– Estado limite de utilização: Verifica a estrutura sob ação de cargas de serviço, onde as combinações consideram a ação variável dominante somadas com fatores secundários reduzidos.

– Estado limite último: Nesse estado, na avaliação, leva-se a estrutura ao limite último das solicitações, utilizando também uma ação variável dominante em cada hipótese — por exemplo, considerando um determinado momento em que o vento tenha fator de 1.4, enquanto o peso próprio da estrutura tenha 1 ou até mesmo reduzido a 0,7. Esses casos são importantes para avaliação durante a montagem, inclusive, uma vez que a estrutura pode sofrer carga de vento antes de concluída.

As combinações de cargas devem estar de acordo com a NBR 8800, assim como todos os índices de cálculos, os quais normalmente já são incluídos nos softwares de análise estrutural.

 

Cálculo estrutural de acordo com parâmetros da NBR 8800

Os softwares de análise estrutural comumente utilizados seguem internamente os parâmetros estabelecidos pela NBR 8800, como deformação admissível, esbeltez admissível na tração e na compressão e de acordo com o tipo de aço selecionado.

Após os cálculos, o software apresenta quais perfis estão subdimensionados e superdimensionados, mostrando os detalhes de cada um, como flecha de deformação, esbeltez, força axial, força cortante, momento e flexão lateral por torção.

 

Conclusão

Com o aumento da demanda de estruturas para fixação de painéis solares, foi identificada a necessidade de elaborar um manual para o cálculo estrutural de acordo com as normas brasileiras, especificando os critérios a serem utilizados pelos engenheiros projetistas. Ressalta-se que estas estruturas sofrem principalmente com a incidência de ventos e precisam ter resistência para manter sua integridade e segurança, apresentando bons resultados de esbeltez, momentos, força axial, tensões e deformações.

Este artigo apresenta um primeiro passo para a criação deste manual, utilizando a NBR 6123. Cabe destacar que, para elaborar o manual de cálculos, seria pertinente um estudo com túnel de vento para verificar o comportamento desse tipo de estrutura e os coeficientes de pressão mais específicos para cada caso, uma vez que a NBR 6123 aborda, de forma geral, as edificações.

 

Referências

 

[1] NBR 8800 – Projeto de estruturas de aço e de edificações mistas de aço e concreto de edifícios. ABNT, 2008.

[2] NBR 6123 – Forças devidas a vento em edificações. ABNT, 1988.

[3] NBR 6120 – Ações para o cálculo de estruturas de edificações ABNT, 2019.

[4] Estruturas de aço – Dimensionamento Prático de Acordo com a NBR 8800 – Walter Pfeil e Michele Pfeil

[5] Ação de vento em coberturas isoladas – Daniela Grau Makowski, 2004.

[6] JIS C 8955 – Design Guide on Structures for Photovoltaic Array, 2011.

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Manual de cálculos para estruturas de fixação de painéis FV – Parte 1

Manual de cálculos para estruturas de fixação de painéis FV - Parte 1

A engenheira mecânica Ana Carolina escreveu um artigo sobre cálculos para estruturas de fixação de painéis fotovoltaicos, o qual foi publicado na edição nº 34 da revista “Fotovolt” em janeiro de 2021. Como mencionamos em nossa última publicação, decidimos dividir o artigo em duas partes. Disponibilizamos a primeira parte na íntegra.

Manual de cálculos para estruturas de fixação de painéis FV

As estruturas metálicas sofrem principalmente com a incidência de ventos e precisam ter resistência para manter sua integridade e segurança. Com o aumento da demanda dessas estruturas para fixação de painéis solares, foi identificada a necessidade de elaborar um manual para o cálculo estrutural de acordo com as normas brasileiras, especificando os critérios a serem utilizados nessas aplicações específicas. Este artigo aponta os primeiros passos para a criação deste documento, utilizando principalmente a NBR 6123.

As estruturas metálicas (figura 1) têm sido muito utilizadas no Brasil e no mundo para instalar painéis fotovoltaicos (de pequeno a grande porte) no solo ou em coberturas de estacionamentos. De um lado, elas precisam ser leves o suficiente para se tornarem lucrativas aos fabricantes. Por outro lado, é essencial que sejam submetidas a cálculos estruturais para verificação da resistência dos perfis quando expostos às cargas, principalmente de vento, que são as predominantes nessas aplicações. Instalar uma estrutura sem cálculo estrutural ou com cálculo inadequado pode configurar crime contra o consumidor e à segurança do patrimônio e das pessoas.

Há normas vigentes no Brasil para estruturas metálicas, as quais estabelecem critérios mínimos para o projeto. As duas principais são: NBR 8800 – Projeto de estruturas de aço e de edificações mistas de aço e concreto de edifícios e NBR 6123 – Forças devidas ao vento em edificação, ambas normas de requisitos gerais. A NBR 6123, apesar de tratar de edificações, aborda o vento nas estruturas para diversos casos, inclusive de estruturas isoladas (ou seja, sem paredes e por vezes com inclinações), como é o caso de muitas estruturas para fixação de painéis solares.

Algumas prescrições constantes em normas de requisitos gerais podem não ser válidas para os sistemas fotovoltaicos, e mesmo prescrições necessárias a esses sistemas podem não estar contidas nesses documentos. Além disso, algumas prescrições devem ser aplicadas de forma diferente. Daí a necessidade de uma norma de requisitos particulares para cálculo de estruturas para sistemas FV, a qual se encaixaria no sistema normativo brasileiro como uma espécie de manual de cálculos para esse fim. Existem alguns manuais internacionais, como, por exemplo, o japonês JIS C 8955 – Design guide on structures for photovoltaic array, que define a aplicação de cargas de vento, de neve e sísmicas e as combinações de cargas. No caso brasileiro, a ABNT não publica manuais, mas normas técnicas. Desta forma, a melhor opção seria a publicação de uma norma de requisitos particulares.

Roteiro para cálculo de estruturas metálicas para sistemas FV

Considerando as prescrições particulares exigidas por sistemas FV, é apresentada a seguir uma proposta de roteiro para o cálculo de uma estrutura metálica usada como sustentação de módulos FV em uma usina.

Modelagem da estrutura no software de análise estrutural

Para fazer o projeto estrutural da suportação, a estrutura pode ser modelada em um programa computacional (figura 2) — neste caso, o software de cálculo estrutural STRAP — como uma estrutura convencional, composta de pilares, tesouras, terças e mãos-francesas, com uma inclinação que pode variar em torno de 15°, de acordo com o fabricante. Para o modelamento da estrutura no software, é necessário fazer um esboço, definir todos os perfis a serem utilizados e os pontos de apoio da estrutura, para então adicionar as cargas atuantes e definir a combinação dessas cargas. É importante verificar os pontos de vínculo da estrutura e calculá-los de acordo com os parâmetros da norma brasileira NBR 8800, que já fazem parte dos softwares. 

Fig. 2 – Estrutura metálica modelada no software de cálculo estrutural STRAP

Legendas:

Pilar – Perfis verticais que suportam o peso da estrutura.

Tesoura – Perfil metálico ou treliça metálica bi-apoiada, bastante utilizada para suportação de telhados.

Terça – Suporte para placas/chapas da cobertura do telhado.

Mão-francesa – Perfil com configuração triangular para apoio de perfis da estrutura

Aplicação das cargas consideradas no modelo

Na análise estrutural, são avaliadas as cargas gravitacionais e acidentais e a pressão de vento que incide sobre a estrutura, a saber:

  • peso próprio da estrutura metálica;
  • peso das placas solares: ± 15 ;
  • sobrecarga acidental: 0,25 kN/m2 a 0,50 kN/m2, de acordo com a NBR 6120; e
  • pressão de vento, de acordo com a NBR 6123.
 
Essa foi a primeira parte desse artigo incrível! Na próxima semana vamos publicar a segunda parte! Não percam!

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Marcamos presença no The Smarther E South America

Marcamos presença no The Smarther E South America

Nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2023, ocorreu o evento “The Smarther E South America,” que se destacou por abordar os principais temas relacionados à energia do futuro. Dentro desse evento, acontece outros quatro, sendo eles:

  • InterSolar South America
  • ees
  • Eletrotec+EM-Power
  • Power2Drive

Neste ano, mais uma vez, tivemos a honra de participar ativamente de dois deles, o InterSolar e o Eletrotec+EM-Power.

O Instituto Mi Omega teve o privilégio de liderar a coordenação técnica do Congresso Eletrotec+EM-Power, além disso, o Engenheiro João Cunha, além de desempenhar esse papel de coordenação, também esteve presente na feira, compartilhando seu conhecimento e experiência.

Destacamos ainda que o Engenheiro João Cunha ministrou um minicurso sobre Instalações Elétricas em canteiro de obras no dia 30/08/2023.

João Cunha ministrando minicurso de Instalações elétricas prediais

Além do minicurso, ele apresentou dois trabalhos no Congresso, um deles abordando a importante temática da NBR 17018, que visa aprimorar a segurança de pessoas e patrimônio em canteiros de obras. Esse trabalho já teve seu artigo publicado na revista “Eletricidade Moderna,” na edição N° 570, e também foi previamente publicado aqui no nosso blog.

João Cunha apresentando trabalho sobre a NBR 17018

O segundo trabalho tratou da questão do carregamento e da proteção contra sobrecargas em transformadores a seco. Assim que este trabalho for publicado, teremos o prazer de compartilhar o artigo com vocês. Dada a crescente substituição dos transformadores a óleo pelos transformadores a seco, surge a necessidade de esclarecer que, apesar de ambos serem transformadores e compartilharem princípios básicos de funcionamento, eles apresentam sistemas de refrigeração e isolantes distintos. O artigo trata as particularidades e precauções necessárias durante a substituição, o dimensionamento, a vida útil e a proteção contra sobrecargas desses transformadores. Estamos ansiosos para compartilhar este trabalho com vocês e contribuir para o entendimento desse importante tema.

João Cunha apresentando trabalho sobre Carregamento e proteção contra sobrecargas de transformadores a seco.

Na Feira InterSolar, tivemos o prazer de representar a MO Energy, nossa empresa especializada no setor de energia fotovoltaica (www.moenergy.com.br). Foram três dias de networking, com muitas pessoas visitando nosso estande para explorar nossas soluções de monitoramento.

Além disso, durante o evento, contamos com a presença da Engenheira Mecânica Ana Carolina, cujo artigo sobre o cálculo de estruturas para plantas fotovoltaicas foi destacado na edição de janeiro de 2021 da revista Fotovolt (N° 34). Nas próximas duas postagens em nosso blog, compartilharemos esse artigo e a Ana Carolina também estará presente em nosso Instagram para discutir detalhes sobre seu trabalho.

Até a próxima!

Isabelle Rabelo

Gerente do Instituto Mi Omega

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NBR 17018: mais segurança para pessoas e patrimônio em canteiros de obras – Parte 2

NBR 17018: mais segurança para pessoas e patrimônio em canteiros de obras - Parte 2

Linhas elétricas

Dadas as características desses ambientes muito agressivos e em frequente modificação, linhas móveis em canteiros de obras devem usar cabos unipolares ou multipolares, os quais possuem cobertura que protege a isolação contra agressões mecânicas e químicas. A norma especifica que esses cabos devem atender a norma ABNT NBR NM 287-4, tipo 287 NM 66 [4]. Como alternativa, também são admitidos cabos em conformidade com a ABNT NBR 7286 [5] e ABNT

NBR 7288 [6]. Ressalte-se, aqui, que os condutores para ligação de equipamentos, como também acontece na norma de requisitos gerais, têm seu uso vetado nessas instalações. Tais cabos são os em conformidade com a norma ABNT NBR NM 247-5 [7], conhecidos no mercado como “cabos PP”.

(É obrigatório o uso de conjuntos para canteiros de obras segundo da ABNT NBR IEC 61439-4. As tomadas de corrente acima de 20 A devem ser do tipo industrial segundo ABNT NBR IEC 60309)

As linhas móveis são, na maioria das vezes, instaladas diretamente sobre o solo. Consequentemente, convém que seus condutores elétricos não cruzem ruas ou vias de passagem, para que não sofram danos. Se essas travessias forem inevitáveis, deve ser prevista medida de proteção especial contra danos mecânicos e contatos com as máquinas dos canteiros de obras. Esta proteção é constituída de dispositivos, montados sobre os cabos, que resistem ao peso dos veículos que circulam pelo canteiro.

No caso das linhas aéreas, a proteção mais eficaz é sua altura de instalação. Inclusive a norma apresenta uma prescrição de ordem geral, na seção 4.101, que estabelece que as alturas a serem respeitadas para as linhas aéreas que passam sobre os canteiros de obras devem ser definidas em acordo com o distribuidor de energia elétrica e com base nas dimensões das máquinas dos canteiros de obras (por exemplo, guindastes) e dos equipamentos (por exemplo,

escadas e andaimes) a serem utilizados.

Conjuntos (quadros e painéis)

No quesito conjuntos, termo genérico usado na normalização brasileira e internacional para se referir a quadros e painéis (a propósito: a expressão “painéis” não existe formalmente na terminologia brasileira, embora seja de uso corrente na prática), a norma NBR 17018 formalizou, na seção 6.5.4.101, a obrigatoriedade de uso de conjuntos para canteiros de obras (CCO), os quais devem atender aos requisitos da ABNT NBR IEC 61439-4 [8], que é uma norma de produto, isto é, que deve ser observada pelos fabricantes de  conjuntos. Agora, com a publicação da ABNT NBR 17018, que é uma norma de instalação e prescreve as proteções e os componentes que são exigidos para atender as características desses locais, a seção 6.5.4.101 obriga explicitamente que todos os quadros e painéis dos canteiros estejam de acordo com a norma do produto.

Embora a norma de instalações não prescreva explicitamente, a norma do produto CCO [8] prescreve que o grau de proteção deste conjunto deve ser pelo menos IP 44 quando todas as

portas estiverem fechadas e todos os painéis removíveis e placas de recobrimento estiverem instalados.

Além disso, a NBR 17018 determina algumas características particulares para alguns conjuntos no canteiro de obras. Uma prescrição importante é a de que cada CCO deve ter um dispositivo que permita seccionar a alimentação do conjunto, dispositivo este que pode ser um disjuntor-seccionador ou uma chave seccionadora. Isto é frequentemente implementado com uso de um disjuntor geral, uma vez que os disjuntores usados no País têm também função de seccionamento. Mas é importante ressaltar que a função exigida pela norma é a de seccionamento.

Outro requisito dado na norma em relação aos CCOs (seção 6.3.7.2.102) é que os dispositivos de seccionamento do alimentador do conjunto para canteiro de obras devem poder ser bloqueados, exigência esta que facilita a aplicação da NR-10 nos canteiros.

Tomadas de corrente

Na seção referente a tomadas de corrente, a nova norma explicita os tipos de tomadas com base na normalização brasileira aplicável. Para as tomadas de corrente até 20 A, podem ser usados produtos segundo o padrão brasileiro de tomadas para uso doméstico e análogo, segundo a ABNT NBR 14136 [9], ou produtos segundo o padrão industrial, atendendo a

ABNT NBR IEC 60309-2 [10]. Para correntes de 20 A até 125 A, devem ser usadas tomadas industriais segundo a ABNT NBR IEC 60309-2 [11], e para correntes acima de 125 A, tomadas industriais que atendam à ABNT NBR IEC 60309-1 [12]. Portanto, a única faixa para a qual é possível escolher entre dois tipos de tomadas é aquela até 20 A, em que se admitem as

de uso doméstico ou as de uso industrial, e nesta escolha é muito importante considerar as influências externas.

Verificação

A norma de requisitos gerais, a ABNT NBR 5410, apresenta no capítulo 7 os requisitos para a verificação final em uma instalação permanente de uso residencial, comercial ou industrial. Essa verificação é muito importante para garantir a conformidade da instalação com os requisitos normativos. Mas embora seja prescrita desde a edição de 1980 da norma, a verificação final nem sempre é realizada.

Os canteiros de obras mudam constantemente e essas mudanças podem provocar danos à instalação elétrica temporária ou tornar a sua utilização perigosa. Portanto, além de ser submetida a uma verificação final como estabelece a norma geral (em tempo: na próxima revisão da NBR 5410, a verificação inicial passará a ser chamada de ”verificação inicial”), é muito importante que se faça uma verificação periódica frequente ― “diariamente, semanalmente ou mensalmente, conforme apropriado”, diz a NBR 17018. Esta norma lista exemplos de itens a serem inspecionados:

– Adequação das conexões e estado dos condutores de proteção;

– Estado dos condutores flexíveis e de suas conexões aos equipamentos portáteis;

– Características nominais e estado dos fusíveis, bem como ajustes de disjuntores, para garantir que não sejam alterados indevidamente; e

– Funcionamento dos dispositivos a corrente diferencial-residual.

Conclusão

O canteiro de obras é um local de trabalho muito particular e as características de sua instalação elétrica devem levar em conta o maior risco elétrico. A regulamentação tem tratado deste assunto na NR-18 [13], mas faltava uma norma técnica que fornecesse diretrizes mais

modernas e com alinhamento internacional para a execução destas instalações. Graças à NR-18 e alguns esforços locais, como o da comissão tripartite do Estado do Pernambuco que, sob a liderança da Fundacentro-PE, tornou obrigatório o uso de dispositivos DR de alta sensibilidade nos canteiros de obras daquele estado, com o tempo as instalações elétricas desses locais vêm tornando-se menos inseguras. Agora, com a publicação da norma técnica ABNT NBR 17018, fruto do esforço do GT de locais especiais da CE-64.01, espera-se uma aceleração no ritmo de melhoria das condições dessas instalações.

Para fechar esse bloco quero relembrar vocês que o Instituto Mi Omega está com vagas abertas para o Mini Curso Instalações Elétricas em Canteiro de Obras! Acesse www.institutomiomega.com.br e saiba mais informações desse mini curso incrível que vai proporcionar um UPGRADE no seu conhecimento e entendimento da nova norma: A NBR 17018!

REFERÊNCIAS E NORMAS CITADAS

[1] ABNT NBR 5410:2004 + Errata 1:2008 – “Instalações elétricas de baixa tensão” .

[2] IEC 60364-7-704:2017 – “Low-voltage electrical installations – Part 7-704: Requirements for special installations or locations – Construction and demolition site installations”.

[3] NR-10 – Norma Regulamentadora no  10 – “Instalações e Serviços de Eletricidade”. Ministério do Trabalho (última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019).

[4] ABNT NBR NM 287-4:2009 (confirmada em fevereiro de 2022) – “Cabos isolados com compostos elastoméricos termofixos, para tensões nominais até 450/750 V, inclusive – Parte 4: Cordões e cabos f lexíveis (IEC 60245-4:2004 MOD)”.

[5] ABNT NBR 7286:2022 – “Cabos de potência com isolação extrudada de borracha etilenopropileno (EPR, HEPR ou EPR 105) para tensões de 1 kV a 35 kV – Requisitos de desempenho”.

[6] ABNT NBR 7288:2018 – “Cabos de potência com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila (PVC) ou polietileno (PE) para tensões de 1 kV a 6 kV – Especificação”.

[7] ABNT NBR NM 247-5:2009 (confirmada em fevereiro de 2022) – “Cabos isolados com

policloreto de vinila (PVC) para tensões nominais até 450/750 V, inclusive – Parte 5: Cabos f lexíveis (cordões) (IEC 60227-5, MOD)”.

[8] ABNT NBR IEC 61439-4:2019 – “Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão – Parte 4: Requisitos particulares para conjuntos para canteiro de obras (CCO)”.

[9] ABNT NBR 14136:2012 Versão Corrigida 5:2021 – “Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 A/250 V em corrente alternada – Padronização”.

[10] ABNT NBR IEC 60309-2:2017 – “Plugues e tomadas para uso industrial – Parte 2: Requisitos de intercambiabilidade dimensional para acessórios com pinos e contatos tubulares”.

[11] ABNT NBR IEC 60309-2:2017 – “Plugues e tomadas para uso industrial – Parte 2: Requisitos de intercambiabilidade dimensional para acessórios com pinos e contatos tubulares”.

[12] ABNT NBR IEC 60309-1:2015 – “Plugues e tomadas para uso industrial – Parte 1: Requisitos gerais”.

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NBR 17018: mais segurança para pessoas e patrimônio em canteiros de obras – Parte 1

NBR 17018: mais segurança para pessoas e patrimônio em canteiros de obras - Parte 1

No último dia 15 de fevereiro foi publicada pela ABNT a norma NBR 17018, que traz requisitos específicos para instalações elétricas de canteiros de obras. O artigo analisa e comenta as principais medidas prescritas, que visam elevar a segurança nessas instalações temporárias, as quais estão sujeitas a riscos elétricos aumentados e a influências externas singulares, em comparação com as de outros locais.

 

A Norma ABNT NBR 17018 – “Instalações elétricas de baixa tensão — Requisitos para instalações em locais especiais — Instalações para canteiros de obras de construção e de demolição” traz diretrizes específicas para essas instalações temporárias, fixas ou móveis, destinadas a serem retiradas de serviço após a conclusão dos trabalhos. 

Em canteiros de obras devem ser observados os mesmos princípios de segurança aplicados às instalações permanentes, no que se refere à proteção contra choques elétricos e à prevenção de sobrecargas e curtos-circuitos. Mas, dados os riscos aumentados inerentes aos trabalhos realizados nesses locais e as influências externas especificamente neles existentes, eram necessários os requisitos específicos ― além daqueles prescritos pela norma de requisitos gerais para instalações elétricas de baixa tensão, a ABNT NBNR 5410 [1] ― agora contemplados na nova norma. Fazem parte do escopo da NBR 17018 locais em que se realizam:

  • construção de novas edificações;
  • reparo, modificação, extensão ou demolição de edificações existentes ou partes destas edificações;
  • obras públicas;
  • trabalhos de terraplenagem; e
  • trabalhos similares.

A própria norma ressalva que seus requisitos não se aplicam às instalações elétricas de locais administrativos dos canteiros de obras (por exemplo, escritórios, vestiários, salas de reuniões, cantinas, restaurantes, dormitórios e banheiros), as quais têm de atender à ABNT NBR 5410, uma vez que os riscos e influências externas destes locais não diferem daqueles dos demais locais de mesma natureza.

 

Baseada na IEC 60364-7-704:2017 [2], a NBR 17018 determina que seu conteúdo deve ser lido em conjunto com o da NBR 5410, e inclusive adota os mesmos termos e definições desta. Na verdade, o que a NBR 17018 faz é adaptar, com modificações e inclusões, determinadas partes da norma geral de instalações para atender às demandas específicas dos locais de obras.

 

Proteção contra choques elétricos

Um dos principais objetivos da NBR 17018 é garantir a segurança do trabalho nesses ambientes com risco aumentado. A segurança é tratada tanto diretamente, com prescrições na seção 5, quanto por meio da especificação de dispositivos que melhorem as funções desejadas.

 

Nos ambientes dos canteiros de obras, agressivos e em frequente modificação, as linhas móveis devem usar cabos uni ou multipolares, que são dotados de cobertura

Contatos diretos – Na parte que trata de proteção básica (proteção contra contatos diretos), a norma delimitou as medidas de proteção que são permitidas em canteiros. A esse respeito, modifica o texto da seção 5.1.2.5.1 da NBR 5410, determinando que, independentemente da tensão nominal, em circuitos de corrente alternada e de corrente contínua, o requisito de proteção básica deve atender à aplicação de:

– Isolação básica; ou

– Barreiras ou invólucros.

 

E ainda, na seção que trata da proteção parcial contra choques, a norma proíbe expressamente o uso de obstáculos e de colocação fora de alcance como proteção básica (seção 5.1.5.1).

E qual a razão dessas restrições? A proteção contra choques por contato direto é tratada, tanto na NBR 5410 quanto na NR-10 [3], como dependente do nível de conhecimento do usuário quanto aos perigos da eletricidade. No caso da proteção total, a eficácia das medidas de isolação básica ou de uso de barreiras ou invólucros independe do conhecimento do trabalhador. 

Já para a proteção parcial, o uso de obstáculos e de colocação fora de alcance só é eficaz quando o trabalhador tem conhecimento suficiente para evitar os perigos da eletricidade. Assim, tendo em vista a diversidade de profissionais no canteiro de obra, com diferentes graus de conhecimento quanto aos perigos da eletricidade (indo do conhecimento pleno ao conhecimento zero ou quase isso), a NBR 17018 só admite a proteção total.

 

Contatos indiretos – Com relação a proteção supletiva (contra contatos indiretos), a norma fez também uma restrição quanto à adoção de algumas medidas. Por meio da nova seção 5.1.2.101, ela determina que não podem ser utilizadas em canteiros de obras as medidas de:

  • locais não condutivos;
  • ligação equipotencial não conectada à terra; e
  • separação elétrica para a alimentação de mais de um equipamento de utilização.

Isto, no entanto, só tem sentido formal, uma vez que tais medidas já haviam sido excluídas do elenco das medidas de proteção prescritas pela ABNT 5410 na edição de 2004. No que se refere à aplicação das medidas de proteção contra choques elétricos, tratadas de forma genérica na seção 5.1.4 da NBR 5410, a NBR 17018 introduziu dois conjuntos de prescrições relativas às instalações temporárias dos canteiros de obras. No primeiro caso, sobre circuitos que alimentem tomadas de corrente ou equipamentos móveis ou portáteis com corrente nominal menor ou igual a 32 A (seção 5.1.4.101), a norma determina que estes devem:

  • ser protegidos por dispositivos DR com corrente diferencial-residual nominal igual ou inferior a 30 mA; ou
  • ser alimentados em extrabaixa tensão (SELV ou PELV); ou
  • utilizar separação elétrica individual – cada tomada ou equipamento elétrico portátil sendo alimentado por um transformador de separação individual ou por enrolamentos separados de um transformador de separação.

No segundo caso (seção 5.1.4.102), a norma prescreve que, para o seccionamento de circuitos que alimentam tomadas de corrente com corrente nominal superior a 32 A, convém utilizar dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual, ou, alternativamente, dispositivos de proteção contra sobrecorrentes, desde que atendidas as condições de seccionamento estabelecidas na seção 5.1.2.2.4 da ABNT NBR 5410.

Se você gostou desse artigo, não perca a Parte II que será publicada no dia 05 de junho. 

 

Até lá!

João Gilberto Cunha.

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Vamos conhecer os principais esclarecimentos que o novo texto da NR-10 abrange?

Vamos conhecer os principais esclarecimentos que o novo texto da NR-10 abrange?

Está chegando! É domingo dia 9 de fevereiro o prazo final prazo para os profissionais enviarem seus comentários e sugestões para o novo texto da NR-10 que está em consulta pública desde o mês de janeiro de 2020.

Vamos aproveitar este momento e entender com maior profundidade, os principais pontos que irão melhorar a segurança para os trabalhadores?

Conheça abaixo os aspectos mais relevantes do novo texto da NR-10

Item 10.2 – Campo de Aplicação

No item 10.2.1 foi incluído de maneira bem explicita os riscos envolvidos com corrente contínua, bem como, a explicação de que a NR-10 se aplica também aos trabalhadores que atuam em diversas fontes de energia elétrica, ou seja, energia fotovoltaica, eólica, entre outras.

Item 10.5 – Medidas de Proteção Coletiva

Neste novo texto temos a inclusão clara e objetiva de quais são os itens de proteção contra contato direto em partes vivas, onde é mencionado:

10.5.1.1 As medidas de proteção coletiva contra choques elétricos devem ser asseguradas pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva, mediante combinação de meios independentes ou mediante aplicação de medida capaz de prover ambas as proteções,
simultaneamente.
10.5.1.2 As medidas de proteção básica ou contra contato direto das partes vivas perigosas em condições normais devem ser aplicadas por meio do uso de:
a) isolação das partes vivas;
b) barreiras ou invólucros ou obstáculos;
c) colocação fora do alcance; e
d) limitação da tensão.
10.5.1.3 As medidas de proteção supletiva ou contra contato indireto de massas ou partes condutivas acessíveis, acidentalmente vivas, devem ser aplicadas por meio do uso de:
a) seccionamento automático da alimentação;
b) infraestrutura de aterramento;
c) equipotencialização;
d) isolação suplementar; e
e) separação elétrica.

E o assunto não para por aqui…Quer saber mais sobre as mudanças da NR-10?

O Engenheiro João Cunha, conhecido como o Guru da NR-10, responsável pela adequação da NR-10, realizou no último dia 21 de janeiro, em parceria com o Eng. Eletricista da Abracopel, Edson Martinho, um WEBDEBATE no qual trouxeram à tona uma ótima discussão acerca das principais modificações propostas para o novo texto da NR-10.

Com eletricidade não se pode deixar para amanhã, aquilo que se pode fazer hoje, pois amanhã poderá ser tarde e mais uma vítima poderá ser fatal! Contate a Mi Omega e converse com de nossos engenheiros.

Com 26 anos de experiência, a Mi Omega tem em seu corpo diretivo profissionais que fazem parte da comissão de estudos das normas de Instalações Elétricas de Média e Baixa Tensão da ABNT | Associação Brasileira de Normas Técnicas, o que garante que o serviço prestado à sua empresa será de qualidade e de confiança. Contate a Mi Omega e converse com nossos engenheiros.

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Os impactos das mudanças da NR-10 – Norma Regulamentadora

 3 de fevereiro de 2020João CunhaEdit”Os impactos das mudanças da NR-10 – Norma Regulamentadora”

Entramos na reta final para o término da consulta pública do novo texto para a Norma Regulamentadora NR-10 de Segurança em Instalações Elétricas e Serviços com Eletricidade, que está em consulta pública desde início do mês de janeiro.

No dia 9 de fevereiro, encerra-se o prazo para os profissionais enviarem seus comentários e sugestões para que o novo texto seja aprovado e contribua para melhorar a segurança dos trabalhadores que atuam diretamente com os sistemas de instalações elétricas.

Como tudo começou…

Em meados dos anos 50 do século XX, o país passava por uma grande expansão das indústrias, com um aumento expressivo na migração de pessoas que começaram a trocar a vida no campo, para os grandes centros urbanos.

Para atender a demanda de energia das indústrias e da população das cidades, o governo deu início a construção de novas hidrelétricas, a fim de suprir a energia elétrica que começaria a ser cada vez mais consumida.

Com o aumento do uso da energia elétrica, tanto do âmbito industrial como residencial, novos trabalhadores começaram a atuar na prestação de serviços com eletricidade.

Foi quando no fim dos anos 70, com o intuito de proteger os profissionais que trabalham com eletricidade, é que o Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil emitiu a 1ª publicação da NR-10 Norma Regulamentadora, que tem por objetivo garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem nas instalações e serviços com eletricidade.

A norma abrange todas as fases da transformação de energia elétrica, e todos os trabalhos realizados com eletricidade ou em suas proximidades: geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas.

De 1978, ano da sua primeira publicação, até os dias de hoje, a norma já passou por 3 atualizações, nos anos de 1983, 2004 e 2016.

Será que qualquer pessoa pode atuar nas atividades que envolvem eletricidade?

Além de proteger os trabalhadores que atuam com eletricidade, a NR-10 também estabelece pré-requisitos para que uma pessoa possa atuar na área com segurança.

Podem somente exercer atividades com eletricidade os trabalhadores qualificados, ou capacitados, e os profissionais habilitados, após um treinamento obrigatório e com anuência formal da empresa.

É obrigatório para todos os profissionais que trabalham com eletricidade os seguintes treinamentos:

  • Curso Básico – Segurança em instalações e serviços com eletricidade, com carga horária de 40 horas, para todos os trabalhadores;
  • Curso Complementar – Segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades, com carga horária de 40 horas, para os profissionais que exercem atividades no Sistema Elétrico de Potência ou em suas proximidades e os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão.

A cada dois (2) anos, todos os trabalhadores devem passar por um treinamento de reciclagem.

Em sua 3ª revisão, o novo texto abrange muito mais detalhes e deixa bem mais explícito pontos, que até o momento poderia causar ambiguidade em seu entendimento.

Se você ainda não teve a oportunidade de ler o novo texto, agora é a hora! Clique neste link e conheça a nova proposta: http://bit.ly/texto-consulta-publica-NR10

Fique atento! Em nosso próximo artigo que estará em nosso Blog no dia 6 de fevereiro, iremos esclarecer os pontos mais importantes que novo texto da NR-10 abrange, e os impactos que isto trará para os trabalhadores.

Quer ter certeza que sua indústria está de acordo com a NR-10?

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Saiba como garantir segurança nas instalações elétricas dos sistemas fotovoltaicos

Saiba como garantir segurança nas instalações elétricas dos sistemas fotovoltaicos

Em nosso artigo anterior citamos a importância de um projeto de instalação elétrica e alguns benefícios que esse relevante documento traz para o dia a dia dos responsáveis pela manutenção das instalações elétricas.

Dando continuidade nesse assunto, atualmente, uma premissa básica nos projetos de instalações elétricas é a previsão futura de geração de energia elétrica distribuída, ou no local de consumo, uma vez que esse tipo de geração de energia já é uma realidade das instalações elétricas brasileiras.

A nova realidade da geração de energia elétrica brasileira

Energia Sistema Fotovoltaico

Segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o ano de 2019 foi marcado pelo aumento de mais de 100% de geração distribuída no Brasil, alcançando o patamar de 71 mil novas conexões até 31/10/19, deste total, 99,89% foram instalações de sistemas fotovoltaicos.

O ano de 2019 registra o sétimo ano consecutivo de crescimento da geração distribuída, desde a promulgação da Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL.

Quais são as fontes de energia elétrica no Brasil?

As fontes mais comuns de geração de energia elétrica utilizadas no Brasil são:

  • Suprimento através da rede pública de energia elétrica (ligação à rede da concessionária),
  • Grupos geradores a diesel ou gás natural
  • Geradores fotovoltaicos
  • Geradores eólicos.

O que diz a Norma ABNT BR 5410 sobre as fontes de energia elétrica?

A norma brasileira para instalações elétricas de baixa tensão ABNT NBR 5410, classifica as fontes de alimentação de uma instalação elétrica, segundo a sua função, dividindo-as em três tipos distintos: fontes normais, de reserva e de segurança, sendo que esta última é mais conhecida como de “emergência” (em uma tradução livre da norma americana) não existe na norma brasileira de instalações elétricas.

Sendo assim, segundo a NBR 5410, temos as seguintes determinações sobre tipos de fontes de energia:

  • A alimentação ou fonte normal é a alimentação/ fonte responsável pelo fornecimento regular de energia elétrica.
  • A alimentação ou fonte de reserva é a alimentação/ fonte que substitui ou complementa a fonte normal, com objetivo de garantir e proteger as atividades comerciais e industriais.
  • A alimentação ou fonte de segurança é a alimentação/fonte destinada a assegurar o fornecimento de energia elétrica a equipamentos essenciais para os serviços de segurança.

Como deve ser considerada a previsão de energia futura em um projeto elétrico?

Durante o projeto é necessário analisar que tipo de natureza de fontes são viáveis e qual irá assumir as funções estabelecidas na norma, isto deve ser feito durante o projeto conceitual.

Definidas as fontes de sua utilização, na fase do projeto básico, é necessário estudar qual a potência disponível para cada fonte e como elas serão integradas.

Alguns exemplos práticos:

  1. Entender como será a distribuição, se será prédio a prédio ou se serão agrupadas na instalação de alimentação, que normalmente é de média tensão.
  2. Como os módulos fotovoltaicos têm um peso relevante, é importante considerar a possibilidade do carregamento destes módulos no telhado, mesmo que não sejam instalados de imediato, contribuindo assim para um projeto elétrico mais completo, com a geração de distribuição energia futura.

Além disto, definir a forma de supervisão e controle destas fontes, neste caso um aspecto muito importante, é considerar a evolução do sistema tarifário, a utilização do mercado livre e a forma de armazenagem do excedente de geração.

Nesta análise deve ser considerada a tendência de evolução do mercado nacional de energia elétrica e da evolução da tecnologia dos sistemas de geração. Como resultado desta fase do projeto, é a entrega de um diagrama unifilar, onde é apresentada a interligação das fontes.

Projeto Executivo: primordial para definir o detalhamento da geração de energia

Dentre os detalhes dos itens incluídos do projeto executivo, são considerados os painéis de integração, o projeto de aterramento geral do empreendimento, as fontes e as unidades consumidoras, os esquemas de aterramento mostrando as interligações dos neutros com os eletrodos de aterramento.

Importante: A Norma NBR 16690 de Instalações elétricas de Arranjos Fotovoltaicos – apresenta os esquemas de aterramento possíveis e as formas de implementá-los para os casos dos geradores fotovoltaicos.

Consulte somente quem tem amplo conhecimento no assunto

Um projeto bem feito tem um custo que se paga a curto prazo e torna a instalação apta a receber as evoluções da tecnologia, além de reduzir os custos de implantação.

A Mi Omega Engenharia é uma empresa conectada com as novas tendências e sempre considera e tem como premissa considerar em seus projetos a geração de energia distribuída.

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Por que você precisa entender sobre geração alternativa de energia?

Por que você precisa entender sobre geração alternativa de energia?

A mudança no paradigma energético

O mundo todo está passando por uma mudança na abordagem energética, em especial a elétrica.

Nos países desenvolvidos esta mudança já começou há mais de 20 anos, mas o Brasil, por razões estruturais e conjunturais, ainda está atrasado nesta mudança. Um dos aspectos desta mudança é forma em que a geração de energia é realizada.

Até bem pouco tempo atrás, a geração de energia era realizada por meio de grandes usinas geradoras, sendo que na Europa eram utilizados combustíveis fósseis ou nucleares, e no caso do Brasil a base da geração de energia é a usina hidroelétrica.

Os combustíveis fósseis e nucleares causam grande impacto ambiental, sendo que o fóssil ainda tem reserva limitada. As barragens necessárias para as usinas hidroelétricas brasileiras têm um impacto ambiental e por isto nas últimas décadas a área alegada, para a mesma potência gerada, sofreu uma significativa redução, causando assim, uma maior dependência das condições climáticas.

O uso de sistemas de energias renováveis aumenta a cada dia

Energia eólica, e energia solar, são apenas alguns tipos de geração de energia renovável.

O uso dos sistemas de energia renováveis tem provocado uma mudança nos padrões energéticos. Um dos fatores para esta mudança é a queda significativa dos custos destes sistemas, o que tem viabilizado a geração de energia de menores potências.

O aumento da geração distribuída de energia por meio de edifícios residenciais, comerciais, hospitais, universidades, entre outros, tem potencializado ainda mais o uso de fontes de energia sustentáveis, dente elas a energia solar e eólica.

Tais fatores deixam evidente que as novas formas de geração de energia não têm mais retrocesso, é algo que veio para ficar e irá crescer cada dia mais.

Mas, é importante que seu crescimento ocorra de maneira organizada, onde haja o suporte por parte dos órgãos governamentais, criando incentivos tributários, regulamentação adequada, financiamento de pesquisas, entre outros.

A tendência das construções autossustentáveis

Até há alguns anos atrás, quando um empreendimento começasse a ser planejado, um requisito básico a ser considerado, antes sequer da viabilização do projeto, era verificar se o local onde a edificação seria construída disponibilizava de uma rede pública de distribuição de energia, no qual pudesse fornecer energia suficiente para aquele empreendimento.

Atualmente, este pensamento tem mudado completamente. Basta conferir a quantidade de novos empreendimentos que estão sendo certificados como construções verdes, onde muitas delas incluem a geração própria de energia, utilizando principalmente os sistemas fotovoltaicos.

Segundo dados do GBC (Green Building Council), responsável pela certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), em 2018, o Brasil ocupava a 4ª posição, em um ranking de 165 países que possuem certificação LEED. No acumulado total, o país possui 1.345 registros, sendo 533 certificações espalhadas em 25 estados brasileiros e Distrito Federal.

O que significa ser autossuficiente em energia elétrica?

Quando um empreendimento é autossuficiente em energia, significa que toda a energia elétrica consumida será produzida pelo próprio empreendimento, podendo este ser uma indústria, um comércio, um edifício residencial ou comercial, ou ainda uma residência.

É o caso da nova sede da RAC Engenharia, que em 2017 se tornou o primeiro edifício corporativo do país autossuficiente em água e energia elétrica, o que lhe conferiu a Certificação LEED Platinum.

Toda a energia elétrica utilizada no prédio, incluindo elevadores e outros equipamentos, é gerada por painéis solares fotovoltaicos.

Telhado do Edifício da RAC Engenharia em Curitiba coberto por placas solares fotovoltaicas

Como garantir segurança na instalação do sistema de energia fotovoltaico

Na região do nordeste brasileiro, por exemplo, são inúmeros os empreendimentos construídos com energia solar fotovoltaica. Muitos deles, inclusive, consideram a energia eólica também.

Quando se fala em utilizar uma matriz energética alternativa, para o suprimento de energia de um empreendimento algumas premissas devem ser consideradas, sendo a principal delas, o projeto de instalações elétricas.

Um projeto de instalações elétricas bem elaborado é dividido em três fases: conceitual, básico e detalhamento.

Sempre que possível, o projeto considera todas as soluções necessárias, e ainda:

  • Prevê os problemas que possam vir a surgir;
  • Realiza análises e simulações
  • Contribui para que sejam tomadas as corretas decisões, bem como reconsideradas, quando necessário.

Imagine se você precisa realizar alguma mudança na instalação elétrica da construção, e não possui o projeto de antemão? Consegue imaginar os custos adicionais que isto pode acarretar?

Empresas que economizam na elaboração de um projeto, demonstram grande imaturidade empresarial, visto que o custo de um projeto é muito baixo, se considerar todos os benefícios que ele pode gerar.

Outras premissas importantes devem ser consideradas na implementação da geração distribuída de energia de um empreendimento. São elas:

  1. Gerenciamento de energiae recursos: se tornou ainda mais viável e bastante atrativo, graças as redes de informação, e o baixo custo dos equipamentos de informática.
  2. Consideração dacomplementariedade, compatibilidade e integraçãode todas as fontes de forma eficaz e segura.

Falaremos um pouco mais sobre estas outras premissas, em nosso próximo artigo.

Aguardem!

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Quando haverá consciência que mortes causadas por choques elétricos matam tanto quanto mortes ocorridas em decorrência da dengue?

Quando haverá consciência que mortes causadas por choques elétricos matam tanto quanto mortes ocorridas em decorrência da dengue?

O número de mortes decorrentes da dengue no Brasil, até o dia 12 de outubro de 2019, chegou a 689. Este dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde no mais recente boletim epidemiológico. Por outro lado, somente no ano de 2018, 622 pessoas morreram devido a choques elétricos em nosso país, segundo o Anuário Estatístico Abracopel de Acidentes de Origem Elétrica.  

A soma nos últimos 6 anos alcança o patamar de 3.657 vítimas fatais em decorrência de choques elétricos, ou seja, uma média de 610 mortes anuais. 

A pergunta que não quer calar: até quando a falta de consciência da gravidade do problema de mortes por choques elétricos continuará registrando vítimas pelo Brasil afora?

Consequências do choque elétrico no corpo humano

Quando uma pessoa sofre um choque elétrico as consequências podem ser: queimaduras, contrações musculares e do sistema nervoso e, dependendo da intensidade do choque, poderão ser afetados órgãos vitais como coração e pulmão, que podem levar a pessoa à morte. No caso dos órgãos vitais, a vítima poderá vir a falecer se não for socorrida imediatamente, pois, o músculo do diafragma poderá ficar “congelado” em um estado de tétano por corrente elétrica.

Mesmo as correntes muito baixas são capazes de influenciar para que o coração não bata corretamente e passe para uma condição conhecida como fibrilação. Um coração fibrilante flutua ao invés de bater, incapacitando o mesmo de bombear sangue para órgãos vitais no corpo. E. Os pulmões também podem parar, causando séria asfixia.

Instale o fio terra. Evite choques elétricos

Nos dias de hoje, você consegue se imaginar dirigindo um veículo sem utilizar o cinto de segurança? Por outro lado, é inadmissível que um automóvel seja fabricado sem o cinto de segurança para os passageiros.

Se você preza pela sua vida quando está ao volante de um carro, deve fazer o mesmo com sua residência, onde deve zelar pela segurança de seus familiares.

O fio terra, que pode ser encontrado na cor verde ou verde/amarela, juntamente com o DR – Dispositivo Diferencial Residual, formam parte do “pacote-segurança” das instalações elétricas, pois em conjunto desligam a energia do circuito elétrico, no caso da ocorrência de uma corrente de fuga, ou seja, se você colocar sua mão na carcaça metálica de um equipamento elétrico (ex: lavadora de roupas, geladeira, etc), o “pacote-segurança” irá desviar a corrente para a terra, e você não levará o choque-elétrico.

Faça uma readequação da sua instalação elétrica

Uma instalação elétrica deve ter sempre o fio terra instalado em todas as tomadas ou pontos de alimentação elétrica, conforme descrito na NBR 5410 Norma de Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Além disto, as tomadas também devem possuir três pinos, onde o “fio terra” deve ser ligado ao pino do meio.

Para o  fio terra funcionar adequadamente, ele precisa de um sistema de aterramento corretamente instalado para funcionar. 

Portanto, para garantir que tudo irá funcionar adequadamente, você precisa contratar uma empresa qualificada, que irá realizar um projeto elétrico com a indicação do correto sistema de aterramento para sua residência, indústria ou comércio.

Entenda todos os detalhes sobre o fio terra

Para entender na íntegra para que serve o fio terra, vale a pena você conferir essa vídeo-aula proferida por quem é mestre no assunto de instalações elétricas: Engenheiro João Gilberto Cunha. Clique no link ao lado para assistir a aula completa  http://bit.ly/video-cunha-para-que-serve-fio-terra 

E se você deseja saber mais sobre Medidas de Proteção Contra Choques Elétricos leia os Artigos desenvolvidos por quem entende profundamente do assunto, João Gilberto Cunha Clique aqui.

Comece hoje mesmo a mudar as estatísticas de choques elétricos

Somente quem tem autoridade e credibilidade no assunto irá garantir uma adequação perfeita da instalação elétrica, considerando todos os itens previstos no capítulo 7 –  Verificação da Instalação Elétrica – da NBR 5410 Norma de Instalações Elétricas de Baixa Tensão.

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Você vai esperar um acidente fatal acontecer para adequar sua empresa?

Você vai esperar um acidente fatal acontecer para adequar sua empresa?

Acidentes envolvendo profissionais que trabalham com eletricidade são mais comuns do que se imagina.

A magnitude do problema é tão grande, que a Abracopel – Associação Brasileira para a Conscientização dos Perigos com Eletricidade – realiza desde 2013 um levantamento da quantidade de acidentes (fatais e não fatais) de profissionais envolvidos com eletricidade. 

Segundo comparativo divulgado, no Anuário Estatístico da Abracopel, de 2013 a 2018 foram registrados 118 acidentes por choque elétrico, com vítimas fatais, de profissionais eletricistas que atuam em empresas. 

Preste atenção: 118 mortes por choque elétrico, de profissionais que trabalham com eletricidade dentro de empresas, nos últimos 7 anos, é o mesmo que dizer que, ao menos 1 eletricista profissional que trabalha em empresas, morre por mês, devido ao choque elétrico. 

Estas estatísticas acendem um alerta importante para o setor industrial brasileiro, que direta ou indiretamente, possuem profissionais que interajam com instalações elétricas e serviços com eletricidade: como um profissional, envolvido com eletricidade, pode ser vítima da sua própria profissão?

Você sabe qual o objetivo da NR 10?

A NR 10 é principal Norma Regulamentadora que estabelece os requisitos e condições mínimas para a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

Ficou interessado em saber mais sobre a NR 10? Consulte a norma através deste link  Acesse aqui e conheça mais detalhes.

Vale a pena frisar este trecho: “[…garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores…]”

Deste modo, você deve estar pensando: Como assim? Profissionais de eletricidade estão morrendo por acidentes com choque elétrico dentro das empresas onde trabalham, e as medidas necessárias para a implantação da proteção contra choques elétricos não estão sendo consideradas?

Definitivamente, é inadmissível que isto aconteça, mas, isto é mais comum do que você imagina, principalmente quando nos deparamos com empresas que prestam serviços para a realização da implementação/adequação da NR 10, e simplesmente não consideram as medidas de proteção contra choques elétricos na implementação do projeto.

Itens importantes que você deve considerar no momento da contratação dos serviços de adequação da NR 10

De nada vale você contratar uma empresa que lhe afirma que todos os itens previstos na NR 10 serão entregues, sem que seja considerado um fator de suma relevância: a visita técnica presencial, ou seja o acompanhamento em campo da obra, no qual garante que todos os itens propostos no projeto estão sendo devidamente realizados. 

Aqui vale um alerta:  cuidado com os pacotes completos que prometem “resolver seu problema” de NR-10.

Somente quem tem autoridade e credibilidade no assunto irá garantir que todos os itens propostos pela Norma NR 10 serão devidamente cumpridos. 

Com 26 anos de experiência, a Mi Omega tem em seu corpo diretivo profissionais que fazem parte da comissão de estudos das normas de Instalações Elétricas de Média e Baixa Tensão da ABNT | Associação Brasileira de Normas Técnicas, o que garante que o serviço prestado à sua empresa será de qualidade e de confiança.

Confira abaixo 11 motivos para você realizar a adequação da NR 10 com a Mi Omega Engenharia:

  1. Análise e interpretação das normas de instalações elétricas de baixa e média tensão e da NR-10
  2. Consultoria na implantação da NR-10
  3. Workshop para preparação da adequação à NR-10
  4. Inspeção das instalações visando determinar as não conformidades
  5. Auditoria nos procedimentos e medidas de controle visando determinar as não conformidades
  6. Análise e elaboração de procedimentos de segurança
  7. Determinação das medidas de controle adequadas nas instalações elétricas, de forma garantir a segurança dos trabalhadores e usuários
  8. Estudos dos efeitos dos arcos elétricos e especificação das vestimentas adequadas
  9. Levantamento do diagrama unifilar atualizado (as built)
  10. Análise da conformidade das proteções
  11. Treinamento dos trabalhadores sobre os riscos elétricos e a escolha das medidas de controle adequadas

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As Tomadas Brasileiras – Padrão NBR 14136

As Tomadas Brasileiras – Padrão NBR 14136

Mesmo depois de quinze anos, a adoção de um padrão de tomadas brasileiro não foi entendido por muitos. Este artigo coloca alguns pingos nos ‘is’ e traz uma linha do tempo mostrando como era e como estamos agora, apresentando claramente as mudanças que o novo padrão trouxe.

Um aspecto que ninguém fala é que a padronização das tomadas de corrente no Brasil ocorreu na mesma época da padronização argentina e uruguaia. Não foi uma ação de lobby de alguma empresa na ABNT ou no Inmetro para mudar um mercado.

O mercado brasileiro, como os demais antes da padronização, era uma confusão de modelos, e alguns, que pareciam muito interessantes para os leigos, ofereciam perigos ou não podiam garantir a segurança dos usuários. Todos os países desenvolvidos têm o seu padrão de tomadas e todos têm o aterramento como garantia de segurança nas tomadas fixas, porque o Brasil seria diferente? Será que somos mais pobres que os argentinos, os uruguaios ou os chilenos e não conseguimos pagar a segurança de uma tomada segura? Será que vamos condenar as futuras gerações a terem tomadas inseguras?enhenharia

Vamos falar de um tipo de tomada que foi usado no Brasil que, para os leigos, dava a noção de flexibilidade; mas que entre os profissionais era conhecida como tomada assassina. Veja a combinação (imagem 1 e 2) que pode dar entre os dois produtos abaixo: a tomada (fêmea) e o plugue (macho).

Imagem 1

Imagem 2

A tomada que foi pensada para dar flexibilidade de aceitar, tanto o plugue chato quanto o plugue redondo, para equipamentos com plugues de dois pinos, no caso do uso de equipamentos de 3 pinos, energiza a carcaça do equipamento com a tensão de fase – que pode ser 127 V, onde a tensão é de 220 V, ou 220 V, onde a tensão é de 380 V. Este perigo existia e era real!

Outra tomada que foi usada no Brasil, não sei porque os americanos nunca pensaram nisso – como uma boa tomada, é a chamada universal. Ela tentou resolver o problema da primeira tomada e, realmente, foi uma evolução dela porque aceitava plugues chatos e redondos e o terra era comum para as duas. Uma boa ideia brasileira? Porque ninguém no mundo copiou? Porque ela tinha um problema sério que só podia ser resolvido com um plugue adequado. O plugue redondo por característica construtiva era longo e o plugue chato, curto. Se o contato da tomada fosse profundo para impedir o contato do dedo quando o plugue já estivesse encostado na tomada (logo, o contato do plugue já estivesse energizado) o contato entre o pino chato, que é muito menor que o redondo, não retirava a retenção suficiente para segurar o plugue dentro da tomada. Se o contato dentro da tomada fosse mais raso, para permitir uma maior área de contato entre o plugue e a tomada (conferindo uma maior retenção), o plugue redondo seria energizado quando uma dimensão razoável dele estivesse ainda exposta. Este era o problema deste tipo de tomada, e quando um fabricante optasse pela segurança do plugue redondo, era criticado pela falta de qualidade (retenção do plugue chato na tomada). Isto não é uma hipótese, foi um caso real (prefiro não mencionar o fabricante). A solução seria adotar a padronização do plugue redondo encamisado, mas se um equipamento vindo de fora do país fosse usado, o perigo continuaria o mesmo (imagem 3).

Imagem 3

Estes eram os problemas nas nossas tomadas, mas existia um problema ainda mais sério: no Brasil se usava muito mais tomadas de dois pinos, ou seja, sem o aterramento. Para não citar os Estados Unidas ou países europeus, eu cito o Uruguai, a Argentina e o Chile que já não usam tomadas de dois pinos, porque eles reconheceram a necessidade de garantir a proteção contra choques da população. Uma pergunta muito comum: de que adianta tomada de três pinos, se nós não temos aterramento nas casas? Esta pergunta não considera que as instalações novas precisam ser feitas de forma correta e, se continuarmos a fazer errado, daqui a 20 anos, teremos cem por cento das instalações inseguras. Se mudarmos agora, daqui a 20 anos teremos uma porcentagem muito maior de instalações seguras. Na normalização, não se trabalha olhando para trás, e sim para frente (imagem 4).

Imagem 4

PADRONIZAÇÃO BRASILEIRA DE TOMADAS

O Brasil – na mesma época que o Uruguai e a Argentina, como foi dito no início deste artigo – decidiu padronizar as suas tomadas. Existiam vários caminhos a serem tomados, esta discussão remonta os anos 1980, mas só no final dos anos 1990, uma comissão da ABNT chegou a um consenso sobre o modelo a ser adotado no mercado brasileiro.

Depois de tomada a decisão houve, como sempre há, discordâncias sobre a decisão a ser tomada, alguns achavam que deviam ter seguido o padrão americano, mas não sabiam que não existe uma tomada/plugue padrão americano – para garantir a segurança da população, os americanos optaram por um conjunto de tomadas e plugues, mostrados na imagem 5 abaixo.

Imagem 5

Não são todas estas tomadas que são usadas nos equipamentos que chegam até o nosso país, mas com certeza ainda teríamos a discussão entre o pino chato e o pino redondo, veja que o padrão americano usa o pino chato.

Diferente dos americanos, os europeus utilizam plugues de pinos redondos, existe um padrão de tomada chamada Europlug (padrão CEE 7/16), que é uma tomada de dois pinos redondos utilizados na maioria dos países do mundo, que é mostrado na imagem 6, a seguir.

Imagem 6

Este plugue é de dois pinos porque existe uma tendência de que os equipamentos móveis e portáteis sejam de dupla isolação (neste caso, a proteção contra choques elétricos é garantida por uma segunda isolação, e não por aterramento). E este padrão é muito adequado a este tipo de equipamento.

Diante de todas estas possibilidades, a comissão de estudos da ABNT adotou o padrão internacional IEC 60906-1, que é a busca de um padrão mundial. Utilizados, até o momento, pelo Brasil, Suíça e África do Sul. Poderia ser outro? Eu penso que sim, mas não foi a decisão da comissão de estudos da ABNT, que elabora os projetos de normas e colocam em consulta nacional. O nosso problema é que não participamos das consultas nacionais da ABNT, como de resto não participamos também das consultas da ANEEL, do INMETRO e demais. Aprovada na consulta nacional, a norma torna-se um padrão brasileiro.

E QUAL É O PAPEL DO INMETRO NESTE PROCESSO?

O INMETRO é o órgão regulamentador, o órgão que tem como objetivo, garantir que os requisitos de segurança estabelecidos nas normas sejam adotados nos produtos comercializados no mercado nacional, principalmente em produtos de uso doméstico ou similares, ou seja, de uso de pessoas comuns. Esta é a função do INMETRO, neste caso. O que o órgão fez? Estabeleceu um cronograma de transição, ou seja, seriam fabricadas as duas tomadas durante o período de transição – exatamente como ocorreu na Argentina – as tomadas novas seriam usadas nas instalações novas e as antigas na substituição das instalações antigas – o que aconteceu na Argentina, se via no comércio os dois padrões: o argentino e os outros, diferente do Brasil, onde não se encontrava o padrão brasileiro.

O que fez o INMETRO diante disso: prorrogou o período de implantação, pois ao final do prazo inicialmente estabelecido não se encontrava o padrão brasileiro no mercado. Começou então um novo cronograma de implantação – adivinha o que aconteceu? Chegou o final do prazo e nada da tomada brasileira estar no mercado. Depois de algumas prorrogações, o INMETRO resolveu endurecer o jogo e deu um ultimato (os mais velhos vão lembrar do que ocorreu com os prazos da entrega da declaração de rendimentos). O que o INMETRO fez foi somente definir que os critérios de segurança adotados pela ABNT, que representa a sociedade brasileira, deveriam ser seguidos (se esta representação é fraca é preciso fortalecê-la, como é feito no resto do primeiro mundo).

Eu não vejo como criticar o INMETRO nesta função, é preciso ter algum órgão que se preocupe com a segurança das pessoas que não tem conhecimento para discernir entre o que é perigoso e o que é seguro. Eu já escrevi por dois anos consecutivos, e vou escrever no final deste ano novamente, de que os enfeites de Natal deveriam ter uma norma de segurança e serem certificados. Auxiliando, por exemplo, uma dona de casa que vai a uma loja comprar os enfeites e se depara com dois produtos semelhantes, com nomes estranhos e que não trazem nenhuma informação para ajudá-la na compra.

AS NOVAS TOMADAS E AS INSTALAÇÕES ANTIGAS

Muito se fala de que o novo padrão obrigaria todos a trocarem as tomadas ou usarem adaptadores. No Brasil, hoje, ainda existem muitos equipamentos classe 0 (que deveriam ter aterramento por causa da carcaça metálica, e não tem) – equipamentos que não deveriam ser mais comercializados e equipamentos classe II, em que o plugue é de três pinos porque a proteção não é feita pelo aterramento. Nestes casos, as tomadas antigas são compatíveis com os equipamentos novos.

Quando seria necessária a substituição das tomadas? Quando as tomadas danificassem, porque não existe mais tomadas de outro formato no mercado; ou quando fosse adquirido um equipamento novo com o plugue novo, neste caso deveria ser substituída a tomada e não usados os adaptadores. Inclusive, as tomadas têm um custo equivalente ao do adaptador.

Sim, as tomadas têm um custo equivalente ao adaptador, por que isso? Por que o padrão brasileiro de tomadas consegue unir segurança e baixo custo, devido ao seu formato, bastante compacto se comparado com o padrão alemão, por exemplo.

Isto ninguém fala, o custo da tomada de três pinos atual é praticamente o mesmo da tomada de dois pinos antiga.

A opção da comissão de estudos da ABNT pela tomada internacional IEC foi bastante acertada, este padrão foi concebido por grandes especialistas internacionais e teve a contribuição de vários países, durante todo o projeto de elaboração da norma internacional. Ainda hoje, mais de 15 anos da publicação da norma brasileiras – a NBR 14136 – muitas pessoas ainda não compreenderam as vantagens deste padrão, mas de fato elas existem. Algumas ainda – por desconhecimento do processo de normalização – atribui a partidos políticos a adoção do modelo, mas este padrão inseriu o Brasil no hall dos países que tem a preocupação com os seus cidadãos quanto ao uso da energia elétrica.

Por muita vezes eu disse, durante o processo de divulgação desta norma – nós seremos conhecidos pelas próximas gerações assim: “o meu pai ou meu avô é da época da tomada de dois pinos”.

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Adicional de Periculosidade em Trabalhos Elétricos, de acordo com o anexo 4, da NR-16

Adicional de Periculosidade em Trabalhos Elétricos, de acordo com o anexo 4, da NR-16

O adicional de periculosidade é um valor devido ao empregado que exerce atividades ou realiza operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador, conforme determina o artigo 193 da CLT.

A regulamentação da periculosidade em trabalhos com energia elétrica foi estabelecida na Lei Nº 12.740, de 8 de dezembro de 2012 que alterou o conceito de periculosidade em instalações elétricas no Brasil. A lei antiga, Lei nº 7.369, de 20 de setembro de 1985 e a sua regulamentação (Decreto nº 93.412, de 14.10.1986), que foi revogada pela Lei 12.740, baseava-se no exercício de atividades constantes de Quadro anexo ao decreto. O adicional era devido, exclusivamente, pelo fato de se executar uma atividade, independente da adoção de medidas de proteção, embora o decreto no artigo 3º estabelecesse que “o pagamento do adicional de periculosidade não desobriga o empregador de promover as medidas de proteção ao trabalhador, destinadas à eliminação ou neutralização da periculosidade nem autoriza o empregado a desatendê-las”, mas no contexto geral este artigo é muito genérico e sua aplicação não traz nenhuma implicação na obrigação do adicional.

A Lei Nº 12.740, de 8 de dezembro de 2012 alterou a redação do artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, que determina que “são consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador à energia elétrica (considerando aqui só o aspecto da energia elétrica e desprezando as demais). Veja que agora quem regulamenta o que é atividade perigosa é o Ministério do Trabalho e Emprego, e isso é feito pela NR-16 Atividades e operações perigosas.

A Portaria MTE n.º 1.078, de 16 de julho de 2014 aprovou o Anexo 4 da NR-16 que trata das ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS COM ENERGIA ELÉTRICA. Este anexo no seu artigo primeiro determina que têm direito ao adicional de periculosidade os trabalhadores:

  1. a) que executam atividades ou operações em instalações ou equipamentos elétricos energizados em alta tensão;
  2. b) que realizam atividades ou operações com trabalho em proximidade, conforme estabelece a NR-10;
  3. c) que realizam atividades ou operações em instalações ou equipamentos elétricos energizados em baixa tensão no sistema elétrico de consumo – SEC, no caso de descumprimento do item 10.2.8 e seus subitens da NR10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade;
  4. d) das empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência – SEP, bem como suas contratadas, em conformidade com as atividades e respectivas áreas de risco descritas no quadro I deste anexo.

Aparentemente, as alíneas a, b e d praticamente ratificaram o direito de quem já o tinha pela lei anterior, mas com uma grande diferença, a publicação da NR-10 na Portaria MTE n.º 598, de 07 de dezembro de 2004 veio dar uma nova luz e uma clareza maior dos conceitos que pode ser visto na terminologia usada no Anexo 4 da NR-16. Termos como: instalações energizadas, trabalho em proximidade, empresas que operam no SEP só puderam ser usados após a publicação da nova NR-10. E estes termos, com suas respectivas definições, fizeram toda a diferença para definir com precisão qual atividade é devido o adicional e qual atividade não é.

Veja abaixo, este vídeo feito pelo engenheiro João Cunha, diretor da Mi Omega e autor deste texto, onde ele explica o que é um trabalho em proximidade, o que é um trabalho energizado e o que é um trabalho desenergizado.

A grande novidade, no entanto, ficou para a alínea c, que garante o direito ao adicional de periculosidade aos trabalhadores que realizamatividades ou operações em instalações ou equipamentos elétricos energizados em baixa tensão no sistema elétrico de consumo – SEC, no caso de descumprimento do item 10.2.8 e seus subitens da NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Neste caso a regulamentação não ficou restrita a definir a atividade, mas explicitou que o adicional de periculosidade, neste caso, só é devido se não for adotada as medidas de controle estabelecidos na NR-10, no caso, as medidas de proteção coletiva. Este foi o grande avanço da regulamentação atual, a periculosidade é devida somente se não forem adotadas as medidas de controle, quando o risco estiver controlado, na forma da regulamentação técnica estabelecida, não é devido o adicional de periculosidade. Esta alteração incentiva as empresas a adotarem medidas de proteção, para evitar o pagamento de adicional de periculosidade.

Outra novidade foi a explicitação das situações onde não é devido o pagamento do adicional. A saber:

  1. a) nas atividades ou operações no sistema elétrico de consumo em instalações ou equipamentos elétricos desenergizados e liberados para o trabalho, sem possibilidade de energização acidental, conforme estabelece a NR-10;
  2. b) nas atividades ou operações em instalações ou equipamentos elétricos alimentados por extra-baixa tensão;
  3. c) nas atividades ou operações elementares realizadas em baixa tensão, tais como o uso de equipamentos elétricos energizados e os procedimentos de ligar e desligar circuitos elétricos, desde que os materiais e equipamentos elétricos estejam em conformidade com as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis.

Novamente, é possível verificar que nas situações em que não é devida a periculosidade, como pano de fundo, os conceitos da NR-10. Aliás, na alínea c foi repetido o texto do item 10.6.1.2 da NR-10. Esta novidade veio clarear as interpretações sobre a aplicabilidade do adicional em muitas atividades nas empresas.

Finalmente, um aspecto que era muito discutido agora ficou claro; o da frequência de exposição do trabalho perigoso. O artigo 3, do Anexo 4, definiu que o trabalho intermitente é equiparado à exposição permanente para fins de pagamento integral do adicional de periculosidade nos meses em que houver exposição, excluída a exposição eventual, assim considerado o caso fortuito ou que não faça parte da rotina.

Com esta alteração da regulamentação, a legislação deixou de ser casuística – definindo caso a caso que atividade era perigosa – e passou a ter um critério mais técnico para definir que atividade é perigosa, onde a sua execução obriga o pagamento do adicional de periculosidade ao trabalhador que a realiza. E a definição da condição de perigosa passa a depender, em grande parte, do entendimento da regulamentação de segurança nas instalações e serviços em locais de trabalho – a NR-10.

E para completar sua informação, a Mi Omega disponibiliza o Infográfico: ‘Quem tem direito à periculosidade?‘

Quer saber mais sobre o assunto? Em nosso site www.miomega.com.br, voce encontra um infográfico exclusivo para entender melhor quem tem direito à periculosidade!

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Vem aí o XVII ENIE – Encontro De Instalações Elétricas

Vem aí o XVII ENIE – Encontro De Instalações Elétricas

Está chegando a XVII edição do ENIE – Encontro de Instalações Elétricas, um dos mais importantes e tradicionais congressos do setor. Dirigido a profissionais e empresas das áreas de projeto, montagem e manutenção de infraestrutura elétrica MT/BT: geração distribuída com fontes renováveis, redes de distribuição aéreas e subterrâneas, subestações transformadoras, iluminação pública, instalações industriais e prediais.

Nesta edição, que vai acontecer entre 28 e 30 de agosto, no Pavilhão Verde e Branco do EXPO Center Norte, congresso+feira trarão inúmeras novidades das maiores empresas do setor elétrico, energético e de energias renováveis.

Durante o congresso, o diretor da Mi OmegaEng. João Gilberto Cunha, estará presente, como mediador, no primeiro dia (28/08) no Painel de Baixa e Média Tensão (auditório 1) e também será palestrante no dia 29/08, às 11 horas, no Painel de Energia Solar Fotovoltaica, com o tema Interligação de geradores FV com as instalações consumidoras de baixa tensão e no dia 30/08, às 9h45 com o tema Aterramento de subestações – Compatibilizando as normas ABNT NBR 15751 e NBR 14039no Painel de Subestações AT/MT (auditório 1). 

Conheça a programação completa do congresso aqui.

Se programe para comparecer a este importante evento.

Saiba como participar do CONGRESSO clicando aqui.

Saiba como se credenciar para a FEIRA clicando aqui.

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Mi Omega lança e-book sobre a NR-18 Comentada

Mi Omega lança e-book sobre a NR-18 Comentada

Seguindo o caminho aberto pela NR-10 COMENTADA, de autoria de João Gilberto Cunha, diretor da Mi Omega, o trabalho continua agora com o lançamento da NR-18 COMENTADA.

Com a publicação da Portaria nº 261, do Ministério do Trabalho, no Diário Oficial da União do dia 19 de abril de 2018, a segurança das instalações elétricas nos canteiros de obra ganhou um novo reforço. O texto altera os itens do capítulo 21 da Norma Regulamentadora, cujo objetivo é prevenir acidentes por choque elétrico, que, juntamente com quedas e soterramentos, concentram a maioria dos acidentes de trabalho no setor.

O texto atual simplifica os requisitos relativos às instalações elétricas, aplicando um conceito de norma de requisitos particular. Com isso, o novo texto torna a NR-10 uma norma de requisitos gerais e a NR-18 uma norma de requisitos específicos.

A propósito, o diretor da Mi Omega, Eng. João Gilberto Cunha, já na primeira edição do E-book intitulado: Tópicos de Instalações Elétricas em Canteiro de Obras: comentários da NR-18 – publicado em Julho de 2011, já defendia que a melhor forma de se interpretar a NR-18 era como uma norma de requisitos específicos. Além dos itens que apresentam requisitos especiais para os canteiros de obra, foram inseridos novos itens no glossário.

O E-Book poderá ser baixado gratuitamente em nosso site www.miomega.com.br.

Acidentes elétricos em canteiros de obras

 22 de junho de 2018Mi Omegaabracopelacidente-eletricoacidentesacidentes-de-trabalhochoque-eletricoeletricidadeengenhariajoao-cunhamedia-tensaonormasNR-10Edit”Acidentes elétricos em canteiros de obras”

Passe em frente a uma grande construção, pare e observe por alguns minutos (tenha a certeza de que está em um local seguro para esta observação). Qual a sua sensação? Em primeiro lugar, muitos trabalhadores, muitos mesmo, todos andando de um lado para o outro, cada qual com sua função específica. Outra coisa que você vai observar são os diversos materiais que caminham lado a lado com os trabalhadores: martelos, serrotes, vergalhões, madeira, andaimes etc. Tudo absolutamente necessário para o bom andamento da construção. OK, você está observando um canteiro de obras.

Saiba que este é um dos locais de maior perigo para um trabalhador da construção civil. Seja perigo de quedas, cortes e perfurações no manuseio de ferramentas, choque elétrico – ah, o choque elétrico em canteiros de obras…

Segundo informações da Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, somente no ano de 2017, 58 trabalhadores morreram em canteiros de obras ou construções em geral, por choques elétricos. Destas 58 mortes, 49 delas eram pedreiros manuseando ferragem em obra. Em cinco anos foram mais de 200 mortes de profissionais em canteiros de obras.

E porque estes acidentes acontecem?

Segundo o Eng. João Cunha, da Mi Omega, “por instalações elétricas improvisadas sem as proteções adequadas, muitos chamam as instalações temporárias dos canteiros como instalações provisórias, como se não precisassem das proteções adequadas”.

A falta de cuidado é ainda maior que a falta de informação. Porque mesmo que este profissional não tenha tido nenhuma informação sobre os riscos que está correndo quando manuseia uma ferragem em obra, não é possível que ele desconheça o perigo que a proximidade da rede aérea e os materiais que ele manuseia oferece.

O manuseio de ferragens pelos profissionais é algo comum dentro do canteiro de obras, é uma tarefa rotineira do início ao fim da obra, e justamente por ser rotineira ela pode se tornar ainda mais perigosa. A falta de atenção neste manuseio pode ser fatal, já que a carga de energia nas redes de média tensão chegam a 13.800v.

E o que é preciso para mudar esta realidade?

A palavra aqui é uma só: conscientização. A partir do momento em que este profissional se conscientiza dos riscos de sua profissão e, principalmente de seu local de trabalho, ele passa a se preocupar na sua própria capacitação profissional. Estar atento aos riscos é algo que deveria ser inerente para os profissionais deste segmento.

Palestras em canteiros de obras pode ser uma solução e deveria ser procurada pelos responsáveis por tantas vidas. O uso de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva) além de ser obrigatório, é fundamental para a segurança destes trabalhadores.

Cunha lembra que a NR-10 “chama de serviços não elétricos em proximidades, os trabalhos de manuseios de elementos metálicos próximos das redes aéreas, (zonas que tecnicamente são conhecidas como zona controlada)”.

Por isso, se você é profissional deste setor, fique atento: exija os equipamentos de segurança, procure se informar sobre as normas que regem sua área de trabalho, trabalhe com atenção e, principalmente: fique vivo!

 

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Acidentes elétricos em canteiros de obras

Acidentes elétricos em canteiros de obras

Passe em frente a uma grande construção, pare e observe por alguns minutos (tenha a certeza de que está em um local seguro para esta observação). Qual a sua sensação? Em primeiro lugar, muitos trabalhadores, muitos mesmo, todos andando de um lado para o outro, cada qual com sua função específica. Outra coisa que você vai observar são os diversos materiais que caminham lado a lado com os trabalhadores: martelos, serrotes, vergalhões, madeira, andaimes etc. Tudo absolutamente necessário para o bom andamento da construção. OK, você está observando um canteiro de obras.

Saiba que este é um dos locais de maior perigo para um trabalhador da construção civil. Seja perigo de quedas, cortes e perfurações no manuseio de ferramentas, choque elétrico – ah, o choque elétrico em canteiros de obras…

Segundo informações da Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, somente no ano de 2017, 58 trabalhadores morreram em canteiros de obras ou construções em geral, por choques elétricos. Destas 58 mortes, 49 delas eram pedreiros manuseando ferragem em obra. Em cinco anos foram mais de 200 mortes de profissionais em canteiros de obras.

E porque estes acidentes acontecem?

Segundo o Eng. João Cunha, da Mi Omega, “por instalações elétricas improvisadas sem as proteções adequadas, muitos chamam as instalações temporárias dos canteiros como instalações provisórias, como se não precisassem das proteções adequadas”.

A falta de cuidado é ainda maior que a falta de informação. Porque mesmo que este profissional não tenha tido nenhuma informação sobre os riscos que está correndo quando manuseia uma ferragem em obra, não é possível que ele desconheça o perigo que a proximidade da rede aérea e os materiais que ele manuseia oferece.

O manuseio de ferragens pelos profissionais é algo comum dentro do canteiro de obras, é uma tarefa rotineira do início ao fim da obra, e justamente por ser rotineira ela pode se tornar ainda mais perigosa. A falta de atenção neste manuseio pode ser fatal, já que a carga de energia nas redes de média tensão chegam a 13.800v.

E o que é preciso para mudar esta realidade?

A palavra aqui é uma só: conscientização. A partir do momento em que este profissional se conscientiza dos riscos de sua profissão e, principalmente de seu local de trabalho, ele passa a se preocupar na sua própria capacitação profissional. Estar atento aos riscos é algo que deveria ser inerente para os profissionais deste segmento.

Palestras em canteiros de obras pode ser uma solução e deveria ser procurada pelos responsáveis por tantas vidas. O uso de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva) além de ser obrigatório, é fundamental para a segurança destes trabalhadores.

Cunha lembra que a NR-10 “chama de serviços não elétricos em proximidades, os trabalhos de manuseios de elementos metálicos próximos das redes aéreas, (zonas que tecnicamente são conhecidas como zona controlada)”.

Por isso, se você é profissional deste setor, fique atento: exija os equipamentos de segurança, procure se informar sobre as normas que regem sua área de trabalho, trabalhe com atenção e, principalmente: fique vivo!

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A Mi Omega esteve no VI CONADSE

A Mi Omega esteve no VI CONADSE

O CONADSE – Congresso Nacional de Atualização Docente em Segurança com Eletricidade é um evento único no país, pois reúne os docentes das áreas de segurança do trabalho, eletricidade e edificações durante uma semana de total imersão em temas atuais de suas áreas de atuação.

São diversos temas e palestrantes especialistas que fornecem aos docentes informações de qualidade e relevância para multiplicar entre seus alunos no retorno às suas escolas, universidades e instituições.

O tema ‘Normalização’ é sempre protagonista em todos os Conadse e, nesta 6.a edição, o Eng. João Gilberto Cunha, diretor e fundador da Mi Omega foi mais um vez convidado a palestrar sobre este tema. No dia 24/05, Cunha que é coordenador da ABNT NBR 14039, trouxe dois temas normativos: As normas de instalações elétricas – atualização e o Cálculo de Curto-Circuito.

Já no dia 25/05, último dia do congresso, o tema central foi sobre as áreas classificadas e o Eng. João Cunha abordou o tema: Classificação de áreas especiais.

O Conadse acontece a cada dois anos e tem servido para qualificar docentes há mais de 12 anos. E a Mi Omega esteve presente em quase todos eles.

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A Mi Omega está rodando o país levando informação de qualidade

A Mi Omega está rodando o país levando informação de qualidade

O diretor e fundador da Mi Omega, Eng. João Gilberto Cunha, tem rodado o país levando informação de qualidade sobre normalização e segurança em instalações elétricas de baixa tensão. A partir de uma parceria firmada entre a Mi Omega, a Nexans e a Abracopel, Cunha está participando dos Seminários Técnicos itinerantes da Abracopel desde o início de 2017.

A Abracopel realiza dois eventos mensalmente em alguma parte do país, o Roadshow Qualidade e Segurança em Instalações Elétricas e Sistemas Fotovoltaicos e o Seminário Gerenciamento do Risco Elétrico são eventos que possuem uma agenda que é fixada a cada início de ano e procura atender aos profissionais de cada canto do país. Neste ano, os eventos já estiveram em Santo André/SP – em fevereiro, Chapecó/SC – em março, Rio de Janeiro/RJ – em abril, Aracaju/SE – em maio e estará em Belém/PA em junho, Brasília/DF em julho, Cuiabá/MT em agosto, Recife/PE em setembro, Caxias do Sul/RS em outubro e, finalizando o ano, em Natal/RN em novembro.

Em todos estes locais, o Eng. João Cunha esteve e estará presente com as seguintes palestras, pela Mi Omega: A Segurança do Profissional e Normas, Regulamentos e Legislação, o que temos a nosso favor? E pela Nexans, Cunha fala sobre Cabos Especiais.

Segundo Cunha, “a oportunidade de falar para profissionais de todo o país é única e nos dá a oportunidade de não somente entender o que eles pensam e sanar suas dúvidas, mas também, de aprender algo novo todos os dias“.

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A NR-18 ganhou novo capítulo de instalações elétricas

A NR-18 ganhou novo capítulo de instalações elétricas

Com a publicação da Portaria nº 261, do Ministério do Trabalho, no Diário Oficial da União do dia 19 de abril de 2018, a segurança das instalações elétricas nos canteiros de obra ganhou um novo reforço. O texto altera os itens do capítulo 21 da Norma Regulamentadora, cujo objetivo é prevenir acidentes por choque elétrico, que, juntamente com quedas e soterramentos, concentram a maioria dos acidentes de trabalho no setor.

O texto atual simplifica os requisitos relativos às instalações elétricas, aplicando um conceito de norma de requisitos particular. No primeiro item, a nova redação do 18.21.1 determina que “as execuções das instalações elétricas temporárias e definitivas devem atender ao disposto na Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10) – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade – do Ministério do Trabalho”. Com isso, o novo texto torna a NR-10 uma norma de requisitos gerais e a NR-18, uma norma de requisitos específicos.

A propósito, o diretor da Mi Omega, Eng. João Gilberto Cunham, já na primeira edição do e-book intitulado: Tópicos de Instalações Elétricas em Canteiro de Obras: comentários da NR-18 – publicada em Julho de 2011, já defendia que a melhor forma de se interpretar a NR-18 era como uma norma de requisitos específicos, no texto:

“[…]de forma geral, pode-se dizer que a NR-10 apresenta as prescrições relativas às instalações e serviços em eletricidade em geral, e isto inclui os canteiros de obras, e as prescrições da NR-18 são específicas para os processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção (canteiro de obras), Então, pode-se entender que, as prescrições da NR-18, referente às instalações e serviços em eletricidade complementam, modificam ou substituem as prescrições contidas na NR-10, para os canteiros de obras. Em tudo que não for disposto diferentemente na NR-18, permanecem válidas e aplicáveis as prescrições estabelecidas pela NR-10”.

Nas instalações elétricas temporárias de canteiros de obra, a NBR 5410 é aplicável e ela já determina a obrigação de se usar os dispositivos DR nas tomadas e nos chuveiros dos vestiários. Mas sempre se pode questionar a obrigatoriedade da aplicação de uma norma, em especial durante uma fiscalização dos auditores do Ministério do Trabalho. Na Portaria 261, este requisito foi tratado no item 18.21.8, com a seguinte redação “é obrigatória a utilização do dispositivo Diferencial Residual – DR como medida de segurança adicional nas instalações elétricas, nas situações previstas nas normas técnicas nacionais vigentes”. Com esta exigência no regulamento não cabe mais discussão, uma vez que o auditor vai fiscalizar o cumprimento da NR-18 e da NR-28 que trata da fiscalização e penalidades, vai especificar uma penalidade para o não cumprimento deste item, portanto este ponto é muito bem-vindo para aumentar a segurança dos trabalhadores na indústria da construção civil.

Uma mostra clara do alinhamento da NR-18 com a NR-10 é a exigência estabelecida no item 18.21.12 que determina que “em todos os ramais ou circuitos destinados à ligação de equipamentos elétricos, devem ser instalados dispositivos de seccionamento, independentes, que possam ser acionados com facilidade e segurança”. Este dispositivo é usado na desenergização para manutenção no equipamento elétrico, conforme especificado na alínea a do item 10.5.1 da NR-10. É muito importante lembrar que este dispositivo de seccionamento deve ter meios para o seu bloqueio, por exemplo, por cadeados.

Outro aspecto importante é que a NR-18 regulamenta a aplicação de uma norma técnica, publicada pela ABNT. É o caso do item 18.21.16 que determina que “os canteiros de obras devem estar protegidos por sistema de proteção contra descargas atmosféricas – SPDA, projetado, construído e mantido conforme normas técnicas nacionais vigentes”. A dúvida que porventura possa ter ficado sobre a aplicabilidade ou não da NBR 5419-3, em canteiro de obras, ficou totalmente esclarecida neste item. Vale lembrar que a NBR 5419-2 estabelece a análise de risco para que seja verificada a necessidade ou não da instalação de um SPDA em uma estrutura. Esta parte da norma também foi considerada no item 18.21.16.1 que esclarece que “o cumprimento do disposto no item 18.21.16 é dispensado nas situações previstas em normas técnicas nacionais vigentes, mediante laudo emitido por profissional legalmente habilitado”.

Nestes itens, fica claro que essa mudança vem colocar a NR-18 em um patamar maior de segurança e com um claro alinhamento com a NR-10, o que torna mais fácil a sua aplicação, uma vez que os requisitos da NR-10 já foram incorporados na engenharia brasileira.